Quinta-feira, Outubro 01, 2009
Quinta-feira, Novembro 06, 2008
Oxigênio
Ibuprofeno 200mg

Poesia pontiaguda (desafinada)
Ainda me recordo do som
Dos cacos e fragmentos (dentro)
Complementos alimentares
Vida in vitro (algum ser)
Auto-ajuda nos altos das estantes
E nenhum instante pra pensar
Causa? Somente soluções
A cidade adormece no estado cansado
O passado carregado nas costas dormentes
Nenhum futuro é possível dentro desse ovo
Volto a estar na garagem
E ouço gritos distantes
Volto a ser embalagem
Ibuprofeno 200mg
Engrenagem vital
Aos olhos abertos
Nenhum sono ancora
Esqueço
Segunda-feira, Outubro 27, 2008
AG
Dê um dos olhos
Palavras
Apontando a estima
De achar expressão
Na ponta da dimensionada
Realidade
Rosno como animal que sou
Despedaço-me como fragmento
Que sou
Talvez um limite do silêncio
Na porta fechada (boca)
No sabor do que pode custar
As vozes sempre vêm
Antes mesmo da ação
E na hora solitária do sono
Todos gritam como naipes
Medíocres contas de ganho
O melhor sempre vence
Porque simplesmente
Quer ganhar.
Terça-feira, Agosto 26, 2008
Lado
Sábado, Junho 07, 2008
Indefinição

Eis que não me movo
Um milímetro de hesitação
Acima das colinas irrespiráveis
Podia sentir meu ombro
Também sentia
Um punho dentro dele
E ainda não movo
Um milímetro de posição
Acima dos que não sentem
Me senti tão especial
Tão espacial
Todo espaço necessário
É meu
Humano
Tudo passa primeiro pelas sombras
Pelas sobras, pelos meus olhos egoístas
Depois verei paisagens que realmente me
Fascinarão
Quarta-feira, Junho 04, 2008
Espessura do Momento
Domingo, Abril 27, 2008
Carbono

Perdido na areia
Encontro-me
Com o eu
Que às vezes
Mescla-se comigo
Nas ordens que não executo
Vestido como um monólito
Eu sou de areia
Eu sou de mim
Nos sonhos que tenho
Num piscar de olhos
Os olhos esquecem
Que às vezes sou
Feito de nada
E tudo me toma
Sendo sempre
Imperceptível
Na ausência por segundos
Mesclo-me a mim mesmo
Quinta-feira, Abril 24, 2008
Asas Assim
Terça-feira, Abril 22, 2008
Birth

No momento em que não vires mais a luz, saberá que ela existe
Correndo em ti, de ti, para ti, para todos os lados
Então não há resposta alguma.
De dentro das entranhas
Mas não a carne
As entradas que realmente nos fazem vivos
Saem, sentem, sobram, dividem, compartilham
Quando não houver mais a dúvida
Talvez haja a real paz
Quando houver a respiração
Haja depois da latência
A respiração por cada poro
Penetrando as chamas
Queimando toda impaciência
Fecha-te profundamente
Entenda que estão ali
As nuvens da estrela morta
E você vai amanhecer são
E tudo
Passará rápido
Suavemente pelas mãos
Macio, brilhante
Renasce
Respira
Renasça
Domingo, Abril 20, 2008
A Soma
Sábado, Abril 19, 2008
Semântica Espacial

Fui até a órbita
Ao fluxo dos anseios
Sorrindo as atmosferas dos sonhos
A frágil presença torna-se estável
Cada vez que respiro
Eu esqueço do ar
Pois ele entra
Passando a ser parte
Do que eu já sou
Semáforos brilham
Mesmo a luz do dia
E vejo todos a minha frente
Verdes
Eu vi o melhor caminho
Eu me vi melhor
Quando vi você
Quinta-feira, Abril 17, 2008
Couple Lasac

Ao desacelerar nossos batimentos
Descompassá-los
Houveram os primeiros tremores
Deformando nossos rostos com a beleza
Incondicional (coma)
A realidade solveu-se em gotas de veneno
Na cristalina água que bebemos
Conectados por fios (invisíveis?)
Precisamos sempre ver
Mas mesmo importa?
Precisamos sempre saber
Mas mesmo importa?
Precisamos sempre descrever
Mas mesmo importa?
Caminhar na linha, na segurança
No compasso rítmico e equivalente
O compasso sempre tende em
Um três
Em um quarto
Sempre tende a soma
Dos dois imperfeitos
Sempre estarem ligados
Ocean Onaeco

E quanto mais olhava mais confundia meus olhos
Ofuscavam-se e davam voltas em círculos perfeitos
Meu horizonte esmaecia e tornava-se perto, perto, perto
Via-o embaçar como um vidro perto do rosto
Olhando a paisagem do lado de fora da percepção
Conte-me um desejo, tenho todos que quiser
Conte-me sobre os navios
Eu terei gosto nas mãos
Leve-me daqui, leve-me da escuridão
Quando os corpos tocarem as águas
Saberão que todo oceano brilha
Como um espelho demasiado a ligar-se
Nenhum corpo nada vazio
Toda recuperação é, e será sentida
Não fuja meu amigo
Eu tenho cócegas nas mãos
E os choques, quem sabe
Cada vez que tento vê-las nos meus sonhos
Mas não me preocupo mais se sonho ou se brilho
É como se tudo se tornasse a mesma coisa
Eu vi a superfície aonde as nuvens se debruçam
E nos olham, eu vi todas elas
E nunca mais esquecerei
Como se tudo se conectasse
Eu vi tudo brilhar num imenso
Amar
Terça-feira, Abril 15, 2008
Nightmare, sometimes

Estava eu em uma sala, mas me observava, em vezes atuava em vezes apenas me assistia. Cheguei neste lugar após uma curta viagem de carro, com três pessoas familiares em seus rostos e reconfortantes presenças, eram estranhos e amigos. Sentado em um sofá de couro muito velho eu sabia porque estava lá mas não queria me contar, eu via as peças se encaixando, e deixava até que tivesse que agir. Diagnóstico, dizia uma enfermeira ou o que eu supunha ser, demência, esquizofrenia e outros traços, as peças começavam a se encaixar, mas eu passava a não entender, em ambos os pontos. Antes de ser chamado um senhor ao meu lado lia um jornal com cores diminutas, a sala inteira a nossa volta era desbotada e mal cheirosa, cheirava a cigarros e a mofo. Ele me olhava constantemente até que eu decidi brincar com ele, me fazendo de louco até realmente assustá-lo, amassei sei jornal e gritei um pouco, após essa cena infantil chamaram meu nome, chamaram meu nome, eu dizia. Fui levado a essa sala e após isso em uma ante-sala, as moças em branco pareciam calmas, eram duas, eram suaves mas tinham em seus corpos uma decisão não minha, alguma coisa encoberta a omitir-me, e tinham. Diziam que tudo ficaria bem era só eu ficar calmo, ficar calmo? O que estava acontecendo, eu não era louco e não tinha o que fazer ali, tentei me esquivar dela numa outra sala dizendo que queria ir ao banheiro, nessa sala de uns 3x7m eu via o lado de fora encostei minha mão por praxe para mijar e tomei um tremendo choque, o guarda ao meu lado protegendo uma porta pareceu não se importar, voltei meio que forçado a ante-sala e a enfermeira me virou de costas e pediu para abrir os braços e fechar os olhos, comeu a gritar algumas coisas estranhas e tentou começar a cortar minha mão direita no momento q a lâmina me tocou num movimento rápido virei-me e tomei sua faca, e ela por instinto ou medo começou a gritar em um desespero quase doentio, uma daquelas três pessoas me acompanhava na sala, ela sabia que eu não tinha nada, e sabia que eu não devia estar ali, olhou-me nos olhos, tomou-me a faca e virou-se de costas, eu sabia, dê o fora daqui, eu sabia, com meus trajes de paciente corri pelas portas, correndo eu precisava sair, na ultima porta , uma sala vazia, mais uma porta, o céu negro me aguardava, o gosto da noite, eu sabia, estava livre, e nunca mais tornaria a voltar.
Terça-feira, Abril 01, 2008
Rua da Praia
Terça-feira, Março 25, 2008
Fairy Wings

Mesmo na turbulência
Ela ainda podia voar
E ser tão linda
Eu podia ouvir sua respiração brilhar
Lembrando uma adocicada presença
Subindo com suas asas invisíveis
Sob qualquer tempestade
Seus olhos magníficos
Acalmam minhas mãos
Contorno-os
Como se soubesse
Exatamente o pensam
Ela desliza suave
Na minha congestão
Uma maçã, e que olhos!
Com a pele
Mais preciosa
Meu corpo respira-te
No teu
Simples
Bater
De asas
Fairy Eyes

E na pergunta mais pálida do dia cinza
Eu vi as luzes acenando libidinosas com frescor
Limpei meu rosto umedecido pela chuva tímida
E despi meu coração de ferro macio
Eu pareço ter muito mais tempo
Mas esse é o tempo exato da canção
Das manhãs que temi me condenar
Não tenho mais o medo me segurando
Tenho teu rosto suave na próxima edição
Nas melodias suaves de abril
Eu contei trinta segundos
Quando os anjos te trarão pra mim
Mas o irregular solo da minha voz
Que em vezes é áspero como
Cacos de vidro (dementes)
Mas veja, eu tenho a cor
Que ilumina teus olhos
E teus olhos refletem
Somente
Minhas melhores ações
Intensidade

Imagem por:
Tom Montoya - Movement Of Secret Dancers
Atrás das cortinas
O ferro derrete
E as mãos sombreiam
O vento suave distrai o rosto
Mas do o que mais você que ouvir?
Meus passos doem e as calçadas me engolem
Eu sou suave ponto de demolição
Eu vi os riscos no vidro quando a chuva
Começou a cair
Eu criei os padrões dos gostos
Desmanchados
A escuridão crê
Mas a luz impede o entendimento
Eu sei
Que sorriso
Correndo como a crina
De um cavalo sem asas
Eu sei
Eu corro demais
Meus pés doem
Deixe me aqui
Eu vou sorrir
Terça-feira, Dezembro 11, 2007
Since The Last Dream

Às vezes acho que não sonho. Seco-me depressa demais do líquido da qual fico imerso quando meus olhos fecham, quando meus olhos realmente abrem. Desde o ultimo sonho ouvi a chuva deixando-se cair sobre tudo que imagino quando acordado, me mesclo com as cores dos cheiros das flores suspensas diante dos meus olhos, me desligo de toda legitima pressão da respiração continua da qual em vezes me afoga, na multidão que me espreme, que me expressa somente sua dor, me deixe sua dor, sou esponja, deixa este líquido ruim, que deixarei-te limpo, esqueça dos problemas, a vida funciona melhor imersa na ausência dos sons, respira, relaxa, desperta.
Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Next Dream
Nas figuras familiares e nas lembranças apenas tangenciais de realidade, me vi num sonho, trabalhava como cobrador num dos tubos do bi-articulado aqui em Curitiba, como mencionei, as formas eram similares com as que vejo todos os dias, mas em uma concepção diferente. Me preparava para encerrar meu expediente, quando percebi que me faltava quinze reais do meu caixa, recontei e percebi que ao invés de uma nota de dez e uma de cinco havia duas cartas de baralho, não recordo os naipes, mas me fez congelar em um medo inato de se sentir, debrucei-me sobre minha realidade e desapareci. Encontrei um grande amigo a qual me falou que estava vindo a cidade, tenho vaga lembrança, mas se não me erra me disse que conhecia o autor de um livro da qual vi fora da realidade sonho, fomos a sua casa e falamos sobre Leminski até eu despertar.
Domingo, Novembro 18, 2007
SIlent Bob

Parece que nos perdemos
Nos teus contornos frios
Encontrei um abismo malhado
O asfalto manchado
Com tua partida brusca
Agora
Se limpa com uma chuva
Insegura do que faz
Caindo
Apagando as marcas
Do dia que te encontrei
Até o dia que te vi sem vida
Consigo lembrar
Somente alguns passos
Quarta-feira, Outubro 17, 2007
Primavera no Irac

All we are saying is, give peace a chance...
Se as rosas, as rosas vermelhas
Realmente sangram os jardins
Com suas cores e não-cores
Seus perfumes
Importam-se com os pigmentos
As flores, com seus feitios e rostos
Organizados perfumes
Seus perfumes
Laterais as cicatrizes
Que se abrem em terra macia
Os jardins sangram jasmins
Com seus perfumes
Verde, e branco, e detalhes
Insetos com seus perfumes
Os cheiros, cheiros que a terra tem
Do seu sangue correndo, brotando
Oh movimentoo de sangue
Sacia esse gosto de sangue
Exala teus perfumes
Nestes insetos sem asas
Planta tua carne
Mortalha
Cansada
Perfume
Canalha
Inspira
Vermelha
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Confortoo

Quando as cores do céu imitarem o cinza da dúvida
Saiba que minhas cores estarão suaves contigo
E quando a tempestade passar (se realmente existir)
O azul choverá do céu, límpido como meus sentimentos
Tenha luz no teu caminho, meu girassol
Não deixe o metálico envolto te manchar
Aguardo a cada respiração
Momento de não mais me desprender
Do teu coração de flor
Estou invisível, visivelmente sempre contigo
Amo-te, protejo-te aguardo-te
Sexta-feira, Agosto 31, 2007
Olhos Fechados
Sexta-feira, Agosto 03, 2007
A Visão Estática da Multidão

As maçãs de agosto
Caem de suas árvoes inquietas
E me despertam em um movimento
Ancioso.
Preencho minhas perguntas
Com respostas suspirosas
Denomino minhas limitações invisíveis
Em minhas palavras mudas.
Minha pele inflamada
Neste calor sem sentido
Neste inverno não-frio
Eu vejo mais que você?
Ou quero ver mais?
Quinta-feira, Junho 28, 2007
Vozes e sons 1 (Colagem)
Vozes e Sons:
- Jeff Buckley
- Pink Floyd
- Mutantes
- Bjork
- Morphine
- Massive Attack
- Jimi Hendrix
- Tool
- A perfect Circle
- Joy Division
Suas vozes e sons misturam-se aos meus (atos)
Ações de ônibus e espera nos tubos
Nossa sintonia talvez não seja conhecida
Mas é sentida (cada dia) pela minha pulsação
Retratos 2
Quarta-feira, Junho 27, 2007
Sexta-feira, Junho 22, 2007
Poema/sonho

E as nuvens desenharam asas por entre os prédios
e ouvi canções num ar de respirações douradas
eu vi anjos correndo num céu tão azul que seus rastros
desapareciam como faixas de áudio em fade out
e vim até aqui, com sonhos esquecidos
lembranças primas, indivisíveis
solidificando menções que nunca entenderei (agora)
na sua voz, nos teus olhos de cisne
respiração
suave
respira
ação
Quinta-feira, Junho 14, 2007
Infinitos sotinifnI
Terça-feira, Junho 12, 2007
Resumo do Dia

No céu rastros de nuvens artificiais
Mesclando-se com azuis celestiais
Rastros de naves espaciais
Seus olhos
Fechados
Diamantes frios
Ele caminha na sua direção
Não vê os pássaros cantando
Mas ouve suas vozes dizendo
Que o entardecer está chegando
Seus olhos fechados
Vieram assim
Mas o vento da noite
A textura do vento
Diz que é perto
Cento e cinqüenta passos
Até chegar em casa
E descançar nos teus braços
Sábado, Maio 19, 2007
Laís

Nomes e palavras I
Thomas - mofo
Cirion - piano
Vinicius - brando
Bruna - pragmática
Allan - saudades
Laís - sangüineo
Teu cheiro e o mofo me tomam horas
Lembram-me aquele solo de piano
Brando.
Pragmática lembrança (sólida)
Saudades.
Sanguíneo desencontro, afinidade
Todas as horas movidas
Cintilam onde morariam, onde...
Vínculos ímpares, cílios usados
Brumas na manhã austral
Alimento as lâminas
Colhendo palavras.
Quarta-feira, Maio 16, 2007
Poemas Visuais I & II

I
Atrásdosarrastos
Atraçõesnecessárias
Conexõesimparespermitem
Muitomaisproximidadecom
Aproximalinhaembranco
Morrosqueoconcretoeovidro
Escolheramporpressãoocultar
Entendoquesuasvozesmisturamse
Comasnossascançõeshumanas
Maisumalinhaembranco
Mudaráaatençãodoproposto
Poemaligadoaoverboeacanção
Ritmoocultoentrevírgulas
Quenãoexistemaqui
Naslinhasquedeixoonipotente
Embeancosinaisdenãológica
Nãoéosentidoquecopulacomarazão
Éarazãoquecopulacomosentido
II
Acabodeterumsonhofrasesembrancodiziam
Vocênãopodeseroutroestápresonestapequena
Eternidadeternidadeeternidadeeternidade
Semseqüêncialógicaosonhotermina
Semsaídaeminhacontinuação
Sefoicomochuvaquesouaqui
Seiqueoquetocojátocaste
Quemdosolhosabertostêm
Sabeoqueénãonascer
Pontofinalnaestação
Opoemaseperdeassimcomoopoetaensurdece
Sonhofeitodetristezadeveogostoapenas
Aoesquecimentooabismodaseparação
Eunãoesperopenaquandopartirsóminhasasas
Seiopesoquetenhominhasmãosfazendonoazul
Elassabemsorrirmagrasexpressões
Sãominhasilusõesdepadrõesdeamanhã
Ficarbeméprioridadenaminhalocomoção
Domingo, Maio 13, 2007

Ao fato de todo dia ser um
Significando unicamente sentir
Teus cristais são giros que os sóis
Flutuam em si
Me fascina, tua singularidade
Como a primeira vez que ouvi tua voz
Uma canção (particularmente suave)
Ao fim de Novembro
O início da nossa estação
Ao frio que sentia
E que agora já não mais
Me lembro
Eternidade
Eu vejo fantasmas
No azulejos do banheiro
Me sinto tão bem
Por estar perto
O tempo inteiro
Teu gosto
De final de Maio
Me acalma
Feliz
Quinta-feira, Maio 03, 2007
Cidade

Todo senso se foi
Feito chuva de verão
Vejo rostos em toda parte
Mas nao vejo que parte
Não entendo, dos rostos que vejo
Toda distância imaginária
Deforma a sencibilidade do real
E todo esse silêncio
Dentre tantos sons
A cidade canta
Emudece suas células
Dentro dos ônibus
Vermelhos, correndo
A dança não tem música
Movimento de repetição
A rotina encanta o decepcionado
Faz da vítima um passo da validade
As âmbulancias cantam
A cidade grita e as pessoas
Se calam
Sexta-feira, Abril 06, 2007
Dias saiD

Imagem by Alex Grey
Cada dia mais próximo
Sem contar os dias
Cada um têm seu tempo
Métrica minha de ternura
Abri a janela, ouvi o canto dos pássaros
Vi teu rosto iluminando a manhã
Cada dia mais próximo
E não é uma lembrança
É como caminhar na tua direção
Cada vez que respiro
Denuncio afetuosa reação
Que a tua vida faz em mim
Quem o teu sorriso faz por mim
Cada dia mais próximo
Até o dia sem separação
A eternidade traduzida sem palavras
Descrita no suave conforto dos teus braços
Quinta-feira, Abril 05, 2007
Resíduos

Ansiaste pelos teus limites
Tuas próprias asas de anjo
Cortaste, abdicando do vôo
Procuras algum ponto no infinito
Forçando os pés ao tropeço
Ao esquecimento do momento
Almejaste a canção mais bela
Construiu a expressão, a antena
Forçaste a garganta ao silêncio
E a vida resumida em uma explosão
Eu tenho teus olhos e tua respiração
Vi teus pés marchando contra o inimigo
Agora vejo tua propaganda anêmica em rendição
Carbônico ser de sufocação
Larga tua arma, afina teu violão
Acha a nota que diz que não existe paraíso
Se continuar jogando tuas crianças de um precipício
Eco, eco, eco, ecos...
Segunda-feira, Março 26, 2007
AMIzade
Quarta-feira, Março 21, 2007
Se tu inventar um jeito de me matar através de poesia

Se eu inventasse uma maneira
De matar você através da poesia
Que gosto teria esse sangue imaginário?
Iria minha alma presa
Por tempo indeterminado?
Seriam confiscadas minhas idéias
Interrogadas as minhas vozes?
FALEM! ME DIGA!
QUEM PLANEJOU?
QUE TIPO DE MORTE É ESTA?
Rimas de facas e feridas
Mas qual superfície resistiria?
Que dúvida seria precisa em acertar
O local lisérgico de tal execução?
Meus álibis e minhas
Metafóricas testemunhas
Sou assassino, confesso
Mas como matar com poesia?
Terça-feira, Março 20, 2007
Amoureux embrassant dans la pluie

Como os amantes que se beijam na chuva
E desesperam os cheiros entre peles
Por toques
Ouvi tua respiração rara
Senti tua atenção clara
Desnuda tua boca
Inunda minha tarde oblíqua
Na minha imaginação navegam lembranças
Com traços precisos de hortelã
Eu quis qualquer canção pra lembrar
Mas o instante estava ali, a flutuar
Como posso eu despir-me em inúteis palavras?
Quando nenhuma imitaria a do teu gosto
Exposto aos toques dos teus dedos curiosos
E a chuva com seu perfume animado dança
Descubro no silêncio tua voz
Que diz coisas absolutas sobre nós
Cobrindo meu silêncio com tintas
Pintando um quadro semântico
Eu vi antes das cores o momento
E cobri-me dele
Cobri-me de ti
Sem que a chuva parasse
Sem que qualquer música tocasse
Lembranças
Sexta-feira, Março 16, 2007
A Caverna e o Céu
Quarta-feira, Março 14, 2007
As Vozes e as Verigens

Esfuziados
Os ouvidos ergueram
De proas invisíveis
Suas ancoras
Deste líquido
Audível
Temendo a navegação estática
Marinheiro das vozes interiores
Refugia no silêncio sua voz plana
Cor de tinta
Que resistência ter sobre tais ácidos?
Embarcações e borboletas
No meu estomago infantil e preocupado
Digo
Que
A semente
Brota das entranhas
Macias da minha mão
Perdendo o ritmo para um desvio vão
O tempo não volta daqui
Mas me direciona em um ponto evidente
Com seu vento preciso
Quase posso ouvir o bater suave do teu coração
Próxima sala
Próximo instante
Respiração
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
Eu tive um sonho, e não achava palavras pra ele
Um ato qualquer
Que me permite
Medito
Descontrolo os dedos
E ouço as manchas
Na pele do jaguar
A voz que ouço
Intraduzível
Intransponível
Barreira
Dentro
Fora
Minhas lembranças se perdem
Na navalha fina das palavras
Que não cabem na boca
Que obrigam o silêncio
Desintegração
Terça-feira, Fevereiro 20, 2007
Sementes Sdees
Se calam
Minha espera é neutra
A água umedece meu solo
Alimenta minhas sementes
Vejo crescer das minhas entranhas
Diamantes
Dançando
Devolvendo meu
Movimentoo
A primavera chega na minha
Pele
Rosas.
Domingo, Janeiro 28, 2007
Movimentoome

Ac...orde
Ac...ordes
(vozes)
Nenhuma dor, sem lembrança
Cego aos rostos, não via corpos
Era uma engrenagem invisível
Ouvindo todas vozes, todas estavam ali
Girando com suas cores infinitas
Peças, emoções, viveiros de movimentoo
Pela existência
A vertigem de ser um ponto
Permite-me a vertigem de ser um todo
Eternidade sedadinretE (sonho dia 20/01/07)

Dizimado pelas questões e pelas probabilidades, ele caiu. O peso da realidade tornava-se insustentável. No reflexivo espelho via atlas carregando o mundo nas costas, curvando-se para a realidade-monstro.
Recostou-se fortemente na cadeira do bar e pediu o seio da moça deitada no balcão, o garçom o questionou qual dos quatro ele queria, pediu por fim o que ninguém tivesse tido um pedaço ainda. Pela espera infinita da fome decidiu pedir um copo de urina quente e comer seu dedo anelar da segunda mão direita, deitou-se na mesa farpada e sem iluminação, aguardando a eternidade chegar.
Quando o seio, o dedo e a urina o fizeram satisfeito decidiu se sentar novamente, cossar seus olhos por dentro e arranhar alguém que passasse mais perto que alguns quilômetros. Montou uma guarda ofensiva e desiludida, queria despertar após ingerir tamanha carga de humanismo.
Deitou-se para dormir, e acordou com o coração descompassado, o lençol arranhado, o dia nascendo e nenhum sinal da eternidade.
Domingo, Janeiro 21, 2007
RadaR

Desola
O olho da desolação
Respira
A fortuna fria do furacão
Arrasta corpos para o céu
É fria
Desrespira
Confesso com mente alcoólatra
Que a pura chuva me satisfaz
Com os raios mentindo
(sobre o que, eu não sei)
Com os frios caindo nos olhos
Cegos dos (preencha-me)
Quem fica para essas palavras
Sem Pontos de interrogação
Sem perguntas
Pontos finais
Sem respiração
Sonho: Domingo 14 de janeiro 2007
Quando dentro desta pequena sala vi meu irmão, com sua silhueta germânica, como um alquimista em frente à um computador com quatro telas. Como se fosse um ritual de proteção (recordo-me do seu ritual destinava-se a usar o terceiro slot de memória), passava mouse sobre as quatro telas (que eram rostos) com uma ponteira em forma de chave (segundo ele para proteção). Suas roupas o acentuavam como um militar, sendo a tecnologia uma extensão da sua couraça humana.
Após ver isto despertei com o telefone tocando, alguém me dizia para desligar todas as televizões, atonito e confuso respondi ( como minha mãe costuma responder) com outra pergunta: “quais televizõe?” a voz respondeu fria: “todas”
senti meus olhos abrindo e ouvi meu coração batendo como os passos do espirito que corre à noite, pisando no meu sono, no meu descanso e brincando com o qu enão entendo. Ergui-me da cama; tomei água; adormeci.
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Ossos, Os Sós
Um Verme Nadando No Titicaca

Todos os anos
Cavando direção
Neste líquido amnésico
Esta imersão convexa
Rumo ao interior
Até a pressão infinita
Esmagado os resíduos
Formando diamantes
Do meu doce carbono
Como fecundar um óvulo
Num labirinto
Como um óvulo
Num labirinto
Fecundar
Essa imersão tem um cheiro
Um gosto, uma ação
Interpreto agora
O movimento
Como uma espiral
(palavra faltando na expressão momentânea)
Em direção ao infinito.
Domingo, Janeiro 07, 2007
Raízes Sanamuh

Hollow Earth
Ele dança uma dança que não é tua
com entranhas humanas e voz surda
como as corujas de Goya (gritando)
ergue da própria carne, um povo
o puro, irrespirável, ódio.
Seres simples e sedimentados
habitantes da troposfera
desta terra oca, invisível
e avessa.
Um momento em que deixaram
a alma abandoar os olhos
antes que desgostassem de si próprios.
Ver o açúcar, o farpado desnudo
o arame dividindo a razão,
golpeando, magna mater.
Sexta-feira, Janeiro 05, 2007
Poema da Av. UHC
Quinta-feira, Janeiro 04, 2007
Tatu feilF
Só me lembro que a imagem tava em movimento
E tinham dois "seres" interagindo...
Não deu pra entender nada!
Com o tempo eu aprendo a entender. eu acho!
Eu acho q o movimento tem a ver com a interação
Dois dois universos. o real e o "sonho"!
Predominava o vermelho ou algo perto disto!
Parecia um quadro se movimentando.
E uma textura ,dos seres, toda "esmagada".
Sei lá é difícil explicar deste lado...














